Card #39: “A vida do animal apresenta uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio”
Estamos respeitando a vida dos animais que coabitam o planeta conosco?
Ou estamos insistindo na equivocada ideia de que eles foram criados para servir aos seres humanos?
O espírito Emmanuel têm muito a dizer sobre a questão animal. Ele próprio afirmou no livro que carrega o seu próprio nome que “sobre o evolucionismo do princípio espiritual através das espécies, sou dos que o estudam, atenta e carinhosamente.” [1]
Disse ainda, noutra obra, que como nós os animais “possuem diante do tempo um porvir de fecundas realizações e que chegarão ao estado de humanos” [2]. Questão pacificada na literatura espírita mais clássica. E após ressaltar a importância da solidariedade entre todos, nosso distinto irmão alerta: “busquemos reconhecer a infinitude de laços que nos unem nos valores gradativos da evolução e ergamos em nosso íntimo o santuário eterno da fraternidade universal” [2].
Igualmente, afirmou: “recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade, e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida” [3].
Já em outra, ressalta que “a natureza é o livro sublime da vida.” [4]. Em mais uma, em que estuda a vida de Jesus, considera: “decerto, mostrava o Senhor, desde cedo, acendrado amor pelas criaturas” [5].
Mas Emmanuel também joga uma luz na maneira como estamos tratando a vida dos animais: “Sofre o animal em holocausto para que o homem se reconforte” [6]. E mais. Na clássica obra “Palavras de vida eterna”, ele assevera, contundente: “as mesas festivas, em todas as épocas, banqueteiam-se com viandas exóticas. Condimentação excitante, misturas complicadas, confeitos extravagantes, grande cópia de animais sacrificados.” [7].
Sacrificados. Oportunas aqui as palavras do Mestre Nazareno: “Quero a misericórdia, não o sacrifício” (Mateus 9:13).
Em tempos de mudanças na vida de todos, inclusive dos animais em todo o planeta, bom lembrar a notícia trazida por Emmanuel de que “quase todos os mundos que lhe são dependentes (do Sistema de Capela) já se purificaram física e MORALMENTE, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde o homem se reconforta com as vísceras dos seus irmãos inferiores, como nas eras pré-históricas de sua existência” [8].
Como visto, a questão é também de moral, de ética, espírita.
Definitivamente, os animais não foram criados para servir aos humanos! São dotados de valor intrínseco, próprio, inerente, não devendo a humanidade dispor deles ao seu bel prazer como se coisas fossem. Por isso advertiu Emmanuel: “A vida do animal apresenta uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio” [9].
Que a Misericórdia do Mestre Jesus esteja conosco!
Referências:
[1] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). Emmanuel. 28 ed. 2 reimp. Brasília: FEB, 2010. 246 p. Capítulo 17 “Sobre os animais”, pp. 121:
[2] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). O Consolador. 29 ed. 5 imp. Brasília: FEB, 2017. 305 p. Capítulo 1 “Ciência”, item 1.3. “Ciências especializadas”, questão 79, pp. 59
[3] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). Emmanuel. 28 ed. 5 imp. Brasília: FEB, 2016. 208 p. Capítulo 17 “Sobre os animais”, pp. 109-113.
[4] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). Levantar e seguir. 1 ed. São Paulo: GEEM, 1992. 94 p. Capítulo “Falsos profetas”, pp 59.
[5] XAVIER, F. C.; Espíritos diversos. Doutrina – escola. Capítulo “Jesus e estudo (I)” (Espírito Emmanuel).
[6] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). Escrínio de luz. Capítulo “Serviço”.
[7] XAVIER, F. C; EMMANUEL (Espírito). Palavras de vida eterna. 35 ed. Uberaba: CEC, 2010. 384 p. Capítulo 134 “Pão”, pp 284.
[8] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). A Caminho da Luz. 38 ed. 1 imp. Brasília: FEB, 2013. 206 p. Capítulo 3 “As raças adâmicas”, item “O sistema de Capela”, pp. 27-28.
[9] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). O Consolador. 29 ed. 5 imp. Brasília: FEB, 2017. 305 p. Capítulo 2 “Filosofia”, item 2.1. “Vida”, subitem 2.1.1. “Aprendizado”, questão 128, pp. 90.




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